segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Adaptação – parte II

Foto: G.S.Rutkoski

E chegou o grande dia. Na quinta-feira que passou (14/02), a Raphinha fez sua estreia (sem acento por conta do novo acordo ortográfico) na escolinha. Envolvida organizando a mochila dela (com roupa extra, babador, sacolinha para roupa suja, etc e tal), na noite anterior eu demorei para conseguir dormir. Não tanto em função dos preparativos, mas mais por conta da ansiedade e do nervosismo. “Será que ela vai ficar numa boa?” / “Será que vai chorar muito” / “Será que ela vai gostar da professora e dos amiguinhos e vice-versa?”; eram os pensamentos que não saíam da minha mente.
Foto: G.S.Rutkoski
No entanto, o primeiro dia da Raphaela no colégio não poderia ter sido melhor. Na verdade até poderia se ela tivesse me dado tchau com um baita sorriso no rosto como vínhamos ensaiando há dias. Mas também não foi tão ruim como já ouvi relatos de outras pessoas. Dizem que vai muito do que você sente e passa para a criança. Não sei até que ponto que isso é verdade absoluta, creio que outras variáveis também devam ser levadas em conta como a idade da criança, a relação com os pais mas de fato eu sempre relacionei o ambiente escolar a uma experiência muito boa e positiva. Meu receio, digamos assim, era com relação à reação da Rapha, ao modo como ela se comportaria; mas em nenhum momento tive dúvida de que ir para a escola seria o melhor para ela.
Foto: G.S.Rutkoski
Bom, seja como for, a Raphinha já chegou "chegando" e “causando”. Não sei se porque ela foi a única menina do maternal a comparecer no primeiro dia, mas todas as professoras e coordenadoras ficaram encantadas e se derreteram ao vê-la chegar de uniforme e faixa da escola no cabelo. Na sala de aula não poderia ser melhor. As crianças foram recebidas com música! Não sei se é assim em toda escola, mas achei a ideia (sem acento por conta do novo acordo ortográfico) incrível para “quebrar o gelo” com a meninada. A Rapha gostou tanto que até se sentiu em casa e toda faceira dançou em frente ao espelho da sala do maternal. Apresentei a professora; que por sua vez apresentou os amiguinhos; e tudo corria de “vento em popa”...
Foto: G.S.Rutkoski

Foto: G.S.Rutkoski
Foto: G.S.Rutkoski











Só que quando ela viu que eu estava de saída, começou a chorar. Reclamou bastante mas deu para perceber que era de pura manha, pois foi aquela choradinha sem lágrimas, sabe?! A mesma que ela faz sempre que preciso sair de perto por alguma razão, quer esteja na casa dos avós (onde ela adora ficar) ou quer esteja em algum outro lugar se divertindo. Não foi aquele choro de desespero ou de medo. Por isso, seguindo a orientação da professora dei “tchau”, disse que depois voltava para pegá-la e “saí” dali. Entre aspas porque só saí da sala e do seu campo de visão, mas fiquei ali do lado de fora, só "espreitando"...
Foto: G.S.Rutkoski
Confesso que fiquei um pouco aflita ao perceber que ela não parou de chorar em seguida, mas não demorou muito para tudo se resolver. Em menos de 3 minutos ela já estava super entretida com os amiguinhos e com a tia que fechou a porta como um sinal de que estava tudo bem. Tão bem que a danadinha já ficou até depois do lanche; isso por orientação da professora, pois por ela era capaz de ficar até mais, rsss... E assim, a mamãe aqui pode ir trabalhar bem feliz, contente, orgulhosa e, acima de tudo, aliviada por ter dado tudo certo!!!

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